Há Muito Tempo Longe de Casa: História e Refúgio de Palestinos
- 4 de jun. de 2018
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O conflito entre Israel e Palestina, originado a partir da criação do Estado Israelense em 1948 e a quase imediata guerra entre estes e uma coligação árabe, se renova até o presente apesar das inúmeras tentativas de mediações e acordos. Em uma conjuntura complexa, na qual se apresentam fatores e variáveis ligadas a identidades culturais, nacionalismo, religião, geopolítica, colonialismo, interesses externos, entre outros, as populações civis são os que tradicionalmente sofrem com as consequências e mazelas de disputas e conflitos dessa natureza. O povo palestino, sucessivamente derrotado nas guerras que viriam a ocorrer durante o último século, viu seu território diminuir e ser controlado por forças israelenses de maneira crescente durante anos. Um dos principais desdobramentos desse conflito foi o deslocamento de milhões de palestinos para territórios adjacentes, em sua maioria.
Tamanha foi a migração compulsória, que pouco tempo após o primeiro conflito entre os dois povos, a ONU criou a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA – Em Inglês) em 1950, a fim de lidar com uma possível catástrofe humanitária. A organização ampliou sua atuação com o aprofundamento das tensões e deterioração das condições de vida dos palestinos. O número de refugiados registrados pela UNRWA chegou a 5,3 milhões, de acordo com o relatório Global Trends 2017, feito pela ACNUR (Agência da ONU para Refugiados).
Uma característica particular dos refugiados palestinos é que grande parte deles são de longa duração, ou seja, construíram suas vidas em novos países ou campos de refugiados e formaram novas gerações que não conheceram a terra de seus antepassados. Uma importante rede de apoio e fomento ao desenvolvimento foi articulada pelas Nações Unidas, os próprios palestinos e demais atores, que possibilita a existência e resistência de um povo desgastado por 70 anos de conflito e diáspora. As soluções estão longe de serem conhecidas, mas possibilidades mais palpáveis estão em questão, à exemplo do reconhecimento de um Estado palestino.
Referências Bibliográficas:
http://unrwa.org.br/wp-content/uploads/2013/09/sobre-unrwa.pdf
http://www.acnur.org/portugues/2017/06/19/guerra-violencia-e-perseguicao-elevam-deslocamentos-forcados-a-um-nivel-sem-precedentes/
Global Trends 2017
http://www.unhcr.org/statistics/unhcrstats/5943e8a34/global-trends-forced-displacement-2016.html
https://oglobo.globo.com/mundo/descrenca-no-retorno-terra-de-origem-aumenta-entre-refugiados-palestinos-21435927
https://news.un.org/en/story/2014/11/484552-un-says-palestinian-refugees-syria-face-increasingly-grave-situation-region
https://news.un.org/en/story/2018/01/1000891 http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151015_gaza_entenda_atualiza_cc
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/09/entenda-os-conflitos-entre-israel-e-palestina.html


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