Reeleição de Maduro e a crise na Venezuela
- 22 de mai. de 2018
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Em meio a denúncias de fraude, Nicolás Maduro foi reeleito neste domingo (20/05) para cumprir mais 6 anos de mandato. O partido do presidente teria utilizado barracas conhecidas como “pontos vermelhos” para checar votos pelo “carnê da pátria”, meio de acesso aos programas sociais do governo. Maduro ainda, durante a campanha, teria oferecido “prêmios” para quem participasse da eleição. Um grande número de abstenção e a prisão dos principais líderes da oposição também foram responsáveis pelo resultado.
A crise financeira do país começou há 3 anos, quando o preço do barril do petróleo, principal fonte de renda do país (96%), caiu drasticamente. Devido a falta de reservas em moeda estrangeira e a altíssima inflação, o país de 30 milhões de habitantes não possui fundos para importar medicamentos ou alimentos. A resposta dessa crise foi o êxodo da população que teve alguma oportunidade.
A população que permanece no país sofre com a falta de 80% dos medicamentos (95% nos remédios contra o câncer) e 30% dos médicos deixaram a Venezuela. Sem medicamentos, a taxa de natalidade aumentou (devido à falta de anticoncepcional), o número de doenças sexualmente transmissíveis também aumentou (por causa da falta de preservativos) e aumento em 30% na taxa de mortalidade infantil. A escassez de alimentos e a falta de renda da população para comprar alimentos é outro agravante da crise.
Apesar de importantes atores e antigos parceiros não reconhecerem a vitória de Maduro e a legitimidade das eleições, como Estados Unidos, Brasil e União Europeia, o reconhecimento e apoio de outros (Rússia, China, Bolívia e Irã) pode manter o governo e a crise humanitária no país.
Referências Bibliográficas:
http://www.dw.com/pt-br/venezuela-a-vida-num-pa%C3%ADs-em-colapso/a-42150659
https://g1.globo.com/mundo/noticia/maduro-e-reeleito-presidente-da-venezuela-diz-conselho-eleitoral.ghtml
https://oglobo.globo.com/mundo/crise-na-venezuela-faz-mortalidade-infantil-aumentar-3012-em-um-ano-22700113
https://veja.abril.com.br/mundo/russia-china-e-bolivia-apoiam-resultado-de-eleicoes-venezuelanas/


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