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Do Congo à Brás de Pina: A diáspora de uma população silenciada

  • 26 de mar. de 2018
  • 2 min de leitura

A República Democrática do Congo (RDC), antigo Zaire, possui uma história marcada pelo colonialismo, intervenções externas e violência. Após a independência da brutal administração colonial belga em 1960, o país viveu cerca de 30 anos sob o domínio do ditador Mobuto Sese-Seko. Com a queda de Mobuto nos anos 1990, o que parecia ser um movimento a restauração do Congo, levou a região a um dos mais violentos conflitos desde a 2º Guerra Mundial. Em um cenário que englobou conflitos identitários locais, interesses econômicos, grandes fluxos de refugiados (de Ruanda principalmente) e uma infraestrutura falida do Estado, a população congolesa foi massacrada, com números superiores aos 5 milhões de mortos e 4 milhões de refugiados e deslocados, segundo ACNUR.

No Brasil, o número de solicitantes de refúgio oriundos da RDC foi crescente desde o aprofundamento dos conflitos no país, em 1996. O Estado do Rio de Janeiro é o principal destino, com cerca de 1.000 refugiados do país africano, além de 622 novos pedidos, de acordo com o Cáritas RJ. A recepção e inclusão dos migrantes reflete alguns paradigmas marcantes da cultura brasileira. No bairro de Brás de Pina, Zona Norte da capital fluminense, uma comunidade de refugiados congoleses se organiza em meio ao surto de violência e falta de oportunidades. O nível de educação e experiência profissional dos migrantes parece irrelevante frente a um mercado de trabalho já enfraquecido e que tem resistência a imigrantes, principalmente oriundos de países africanos e da América Latina. Em depoimentos, membros da comunidade africana explicitam o impacto da realidade que encontraram no Brasil, na qual sua raça e origem são fatores de preconceito, exclusão e riscos. Alguns buscam mudar novamente de país, outros ainda apostam no Estado e sociedade brasileiros. O que se pode afirmar é que, do Congo à Brás de Pina, o mundo não deixou de ser hostil a eles.

Referências Bibliográficas:

  1. Jornal Extra – https://extra.globo.com/noticias/rio/o-sofrimento-silencioso-dos-refugiados-do-congo-em-bras-de-pina-19538023.html

  2. O Globo - https://oglobo.globo.com/rio/congoleses-no-rio-entre-fome-desemprego-o-desejo-de-partir-21726113 ONU - https://nacoesunidas.org/no-rio-de-janeiro-comunidade-congolesa-mantem-tradicoes-importantes-como-o-casamento/

  3. Le Monde - http://diplomatique.org.br/intimidacao-racismo-e-violencia-contra-imigrantes-e-refugiados-no-brasil/

  4. Instituto Geledés - https://www.geledes.org.br/um-pedaco-do-congo-no-rio/

  5. BBC - http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150819_racismo_imigrantes_jp_rm

  6. HuffPost- https://www.huffpostbrasil.com/2016/06/20/chegada-de-refugiados-faz-xenofobia-crescer-mais-de-600-no-bras_a_21688171/

  7. Tese de Doutorado de Maria Regina Petrus Tannuri: “REFUGIADOS CONGOLESES NO RIO DE JANEIRO E DINÂMICAS DE “INTEGRAÇÃO LOCAL”: das ações institucionais e políticas públicas aos recursos relacionais das redes sociais”, disponível em: < http://objdig.ufrj.br/42/teses/758240.pdf >

  8. El País - https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/07/cultura/1515321603_888044.html

  9. Idem - https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/11/internacional/1515674435_555866.html

  10. Extra - https://extra.globo.com/noticias/rio/refugiados-dao-aulas-de-linguas-precos-populares-em-projeto-na-baixada-22513942.html


 
 
 

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