O nexo água-comida-energia como dilema da mudança do clima atual
- 8 de mar. de 2018
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Nas conferências que antecederam a cúpula da Rio+20 em 2012, tornou-se conhecida uma abordagem em forma de nexo para tratar da questão hídrica, alimentícia e energética, como um tripe inexorável em que ações em um desses setores teriam impacto direto nos outros dois. O componente hídrico é chave para entender essa linha de raciocínio, pois a água é utilizada em várias etapas tanto da produção energética em processos de extração, mineração e refinamento de combustíveis fósseis, quanto nas plantações direcionadas à biocombustíveis e na geração de eletricidade. Processos como"fracking" e extrações hidráulicas de petróleo, assim como usinas hidrelétricas comprovam o papel crucial da água na geração de energia que, por consequência, causa um desgaste hídrico gerando águas residuais em muitos casos.Além disso, quando se trata do uso da água de modo geral, 70% do consumo mundial está associado à agricultura que, por conta do aumento da população global de maneira exponencial nas últimas décadas, fez com que houvesse um aumento de 30% na demanda energéticado planeta.
Essa relação inter-fatorial esclarece muito sobre a tomada de decisão de cada setor do tripé, requerendo um planejamento multi-nível para ações destes campos. Um bom exemplo seria decidir a quantidade e proporção de terras destinadas à produção agropecuária ou para produção de matéria-prima de biocumbustíveis. O perigo de um desequilíbrio deste nexo se exemplifica pela crise atual na Africa do Sul, que passa pelo acesso à água potável, pela geração de energia e também pela demanda alimentícia da população. China e Índia correm o risco de terem problemas similares, muito por conta de sua enorme população, o que seus posicionamentos mais recente sem órgãos multilaterais de negociação climática rumo a um caminho mais sustentável de desenvolvimento.
Referências Bibliográficas:
https://www.youtube.com/watch?v=MGNxRZD4Uxs
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