Guantánamo: A seletividade dos Direitos Humanos
- 27 de fev. de 2018
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O trauma causado pelo 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos determinou uma postura enérgica e polêmica do governo americano, liderado por George W. Bush. Uma das ações mais criticadas posteriormente seria o presídio na baía de Guantánamo (Cuba) e seus casos de violações aos direitos humanos (casos de tortura e abusos), os mesmos sempre defendidos e aplicados no resto do mundo pelo país.
De acordo com a Emenda Constitucional cubana “Platt” de 1903, tratado assinado por Theodore Roosevelt e Thomas Estrada Palma, o país deveria conceder aos Estados Unidos os territórios de Guantánamo e Bahía Honda (sendo o segundo jamais efetivado) pelo valor de dois mil dólares americanos anuais. Tal acordo fora estabelecido após o final da guerra entre Espanha e Cuba pela independência da ilha, onde houveintervenção dos Estados Unidos.
No dia 30 de janeiro deste ano, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para manter a prisão de Guantánamo aberta, revertendo o processo de fechamento iniciado no governo anterior (Obama). O principal objetivo da assinatura seria a transferência e envio de terroristas e suspeitos para a ilha, de localização estratégica e resultados “efetivos”.
Sem intenções de adquirir qualquer empatia em âmbito internacional e diplomático do atual governo, a intensificação das atividades em Guantánamo pode ser vista como retrocesso, retomando as violações aos direitos humanos frente a terroristas islâmicos.
Referências Bibliográficas:
https://www.theguardian.com/us-news/2018/jan/30/guantanamo-bay-trump-signs-executive-order-to-keep-prison-open
http://www.independent.co.uk/voices/guantanamo-open-donald-trump-state-of-the-union-i-was-a-detainee-a8188916.html
https://www.humanrightsfirst.org/resource/background-guantanamo-bay-prison
http://www.independent.co.uk/news/world/americas/torture-guantanamo-bay-detention-centre-9-11-conspirator-un-human-rights-investigation-pentagon-a8109231.html
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160321_eua_cuba_guantanamo_dgm_cc


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