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Minoria Rohingya sofre perseguição em Mianmar

  • 6 de fev. de 2018
  • 2 min de leitura

Não é de hoje que Mianmar é conhecido como um país que não cede espaço para as pessoas Islâmicas, devido ao seu intenso nacionalismo budista. E isso não é diferente com os Rohingya, que não são até mesmo reconhecidos como grupo étnico pelo próprio país, fato que restringiu muito o que os mesmo podem fazer em relação a oportunidades de trabalho, educação, saúde, casamento e até mesmo de praticar a sua religião.A partir dos anos 70, essa situação, que causou um grande ferimento nos direitos humanos, fez com que os Rohingya fugissem para países próximos a Mianmar, como Bangladesh, Malásia e Tailândia (Em 2017, esse número já alcançou, ao menos, 600 mil refugiados). Durante a saída, os refugiados ainda reportaram casos de tortura, estupro e outras brutalidades por parte das forças de segurança do Mianmar. As tropas do governo também foram acusadas de serem agredidas pelos Rohingya (o próprio governo negou estas acusações, no entanto).Fora todo esse problema social, ainda temos um conflito de religiões que se apresenta de forma recorrente no Mianmar, que são os budistas extremistas que perseguem de forma cada vez mais violenta os muçulmanos Rohingya. Mianmar, de maioria budista, não reconhece a minoria muçulmana.

O governo se pronunciou dizendo que não existe perseguição, e que os ataques são apenas contra os terroristas que atacaram os soldados e suas casas. Este ponto é refutado pela ONU e pela Organização de Direitos Humanos, apesar ainda de estarem monitorando a situção à distância.Enquanto isso, Bangladesh e Mianmar realizaram um acordo para chegar a uma solução quanto aos refugiados Rohingyas que abandonaram o país para fugir da repressão do exército. Porém, a ONU e ONGs estão criticando esse acordo, e exigem garantias de que os Rohingyas não sofram novas agressões quando regressarem à Mianmar. O processo de repatriação deverá se consolidar em até dois anos, e todos os refugiados deverão ser devidamente registrados, para finalmente serem reconhecidos como cidadãos.


Referências e sugestões para os que desejam se aprofundar no tema:

  1. http://www.aljazeera.com/indepth/features/2017/08/rohingya-muslims-170831065142812.html

  2. http://www.aljazeera.com/news/2017/11/myanmar-bangladesh-sign-rohingya-return-deal-171123103014940.html

  3. Independent: http://www.independent.co.uk/news/world/asia/rohingya-muslims-burma-villages-trapped-mobs-kill-them-all-myanmar-ethnic-cleansing-a7952511.html


 
 
 

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